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Optimizely Configured Commerce ou CWS Platform: qual é o custo em três anos?

Plano empacotado caso a caso e janela de hotfix das versões LTS contra licença sem percentual e uma versão para todos.

Balança comparando custos de upgrades repetidos versus versão única de plataforma de comércio B2B

Nota editorial: comparativo de arquitetura entre Optimizely Configured Commerce e a CWS Platform, escrito para quem responde como CFO. Todo fato sobre Optimizely Configured Commerce vem da documentação pública dele, com o endereço ao lado.

O CFO de um distribuidor raramente perde o sono com o preço de entrada de uma plataforma de comércio. O que tira o sono é o terceiro ano: a linha de software que cresceu sem que ninguém tenha decidido isso, a atualização que virou projeto, o parceiro que voltou a faturar horas para manter o portal na versão suportada. A conta que importa não é a da assinatura do primeiro contrato, é a soma de três anos de licença, atualização e sustentação.

Duas variáveis definem boa parte dessa soma. A primeira é como o preço do software é montado: uma tabela pública, uma regra de cobrança conhecida, ou um plano negociado caso a caso. A segunda é como a plataforma evolui: se cada cliente vive numa versão própria, com janelas de suporte que vencem, ou se todos os clientes rodam a mesma versão.

Este comparativo olha para Optimizely Configured Commerce e CWS Platform só por essas duas variáveis. A pergunta de regra comercial já foi tratada no comparativo sobre mudar a regra comercial sem abrir chamado, e o contexto dos modelos de plataforma está em os três modelos de plataforma de comércio B2B. Aqui o assunto é o orçamento.

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O que o Optimizely Configured Commerce resolve bem

O Optimizely Configured Commerce chega com recursos B2B prontos, e isso reduz o que precisa ser construído no primeiro ano. Para distribuidores que rodam ERPs comuns no setor, há conectores pré-construídos para SX.e, Prophet 21, Infor A+, Acumatica e FACTS, que geram jobs automáticos quando ativados no Admin Console. A troca de dados com o ERP passa pelo Windows Integration Service, um agente instalado no ambiente do cliente que executa as rotinas de integração em lote ou sob demanda.

Fluxo em que recursos escolhidos são reunidos num plano empacotado, que resulta numa proposta montada caso a caso.

No dia a dia do comprador, o Quick Order e o envio de pedido por arquivo encurtam a recompra, e o PunchOut por cXML abre o catálogo com os preços negociados a partir do sistema de compras do cliente. Para um distribuidor que quer um portal B2B completo de saída, com conectores já existentes para o ERP que ele roda, o pacote cobre bastante chão e evita parte do custo de construção.

Onde a arquitetura diverge

A divergência que pesa no orçamento está em duas coisas que a documentação do próprio fornecedor registra: como o plano é montado e por quanto tempo uma versão recebe correção.

Linha do tempo com branches de suporte longo em sequência, em que a janela de correção de cada um termina pouco antes do próximo branch.

Para o CFO, o primeiro ponto significa que o preço do software não sai de uma tabela pública: ele é resultado de uma negociação, e a projeção de três anos depende do que foi empacotado e de como esse pacote se comporta quando a operação cresce ou muda de escopo. O segundo ponto coloca um relógio na sustentação. Se a correção de uma versão de suporte longo termina na semana anterior à versão seguinte, ficar coberto por correção pede acompanhar esse ciclo, e cada passagem de versão tem custo de teste e de trabalho do time ou do parceiro.

Nenhum dos dois pontos é defeito escondido. São escolhas de modelo comercial e de ciclo de produto, e o que o financeiro precisa fazer é colocá-las na planilha antes da assinatura, não depois.

Na CWS Platform, a cobrança é de licença de plataforma e de licença de integração, sem percentual sobre vendas ou GMV. E todos os clientes rodam a mesma versão: não há uma versão por cliente para acompanhar.

decisão Optimizely Configured Commerce, pelo mecanismo documentado CWS Platform
Como o preço do software é montado Plano empacotado individualmente Licença de plataforma e licença de integração, sem percentual sobre vendas ou GMV
Como a versão evolui Branches LTS com hotfix durante quatro meses, encerrado na semana anterior ao próximo branch LTS Todos os clientes na mesma versão
O que entra na projeção de três anos O pacote negociado e o custo de acompanhar o ciclo de versões As duas licenças, sem percentual sobre vendas ou GMV; serviços e implantação, a perguntar na proposta

A decisão financeira é pedir as duas respostas por escrito, para os três anos, antes de comparar propostas.

O que muda na operação, pela lente de CFO

A diferença aparece em duas linhas do orçamento que costumam ficar fora da proposta inicial: o custo de passar de versão e o custo de renegociar o pacote quando o escopo muda.

Balança em que passagens de versão repetidas pesam mais que uma versão única para todos os clientes, sobre a base do orçamento de três anos.

A primeira linha é calendário. Com hotfix durante os quatro meses de cada branch LTS, a operação que quer continuar coberta por correção planeja passagens de versão em ciclo curto ao longo dos três anos, cada uma com regressão de integração, de customizações e de jobs com o ERP. Esse trabalho não aparece como licença, aparece como horas de parceiro ou de time interno, e ele cresce com a quantidade de código próprio que o projeto acumulou.

A segunda linha é contratual. Quando o plano é empacotado caso a caso, a pergunta útil não é só quanto custa hoje, é o que muda no preço se entrar uma nova unidade de negócio, um novo site ou um novo recurso. O CFO que tem essa resposta por escrito consegue projetar; o que não tem, descobre no aditivo.

Três perguntas ajudam a levar esse ponto para qualquer avaliação:

  1. Quantas passagens de versão a operação precisa fazer em três anos para continuar coberta por correção, e quem paga cada uma.
  2. Quais itens do pacote mudam de preço com o crescimento do canal, e por qual critério.
  3. Quanto da sustentação é licença e quanto é serviço de parceiro, ano a ano.

Na CWS Platform, a política comercial fica em parâmetros do Commerce Rules Engine (CDL Workspace), no princípio de configuração em vez de código, e o CDL Workspace é um só sistema para todo o ecossistema. Tabelas de preço, regras e contratos são configurados na plataforma ou chegam do ERP e do CRM por API.

Quando escolher o Optimizely Configured Commerce

O Optimizely Configured Commerce atende bem a cenários com estas características:

ERP com conector já existente. Escolha essa arquitetura quando o distribuidor roda um dos ERPs com conector pré-construído e quer reaproveitar esse ponto de partida, com a integração pelo Windows Integration Service.

Equipe ou parceiro com rotina de atualização. Escolha essa arquitetura quando a empresa já tem um time ou um parceiro acostumado a planejar e testar passagens de versão em ciclo curto, e esse custo já está previsto no orçamento de TI.

Compras via sistema do cliente. Escolha essa arquitetura quando boa parte da carteira compra pelo próprio sistema de compras, e o PunchOut por cXML é requisito.

Quando a CWS Platform é a escolha certa neste cenário

A CWS Platform é a escolha indicada quando o financeiro quer a licença desatrelada do volume vendido e uma só versão para todos os clientes.

Licença sem percentual sobre vendas. Escolha essa arquitetura quando o financeiro não quer a linha de software atrelada a um percentual sobre vendas ou GMV. A cobrança é de licença de plataforma e de licença de integração, sem percentual sobre vendas ou GMV. Em marketplace, o percentual do split é comissão do dono do marketplace.

Uma versão para todos. Escolha essa arquitetura quando a empresa prefere não administrar uma versão própria do software. Todos os clientes rodam a mesma versão.

Política comercial sem projeto a cada mudança. Escolha essa arquitetura quando tabelas, regras e contratos mudam com frequência. Eles são configurados na plataforma, com casas decimais customizáveis, milhares de promoções podem rodar juntas, e o desconto do vendedor passa por alçadas com aprovação em níveis.

Venda a prazo com o crédito na plataforma. Escolha essa arquitetura quando a venda a prazo é a regra. O limite de crédito do cliente é mantido na plataforma, e a venda a prazo funciona com entrega fracionada, agendada, em vários endereços e a partir de várias origens.

Por onde continuar

Se a sua pergunta ainda é qual modelo de plataforma serve à sua operação, o ponto de partida é os três modelos de plataforma de comércio B2B, e, para a parte de arquitetura, as sete perguntas que separam as arquiteturas de comércio B2B. O lado comercial do mesmo fornecedor está em Optimizely Configured Commerce ou CWS Platform: dá para mudar a regra comercial sem abrir chamado?.

Se a decisão depende de montar a conta de três anos com as premissas da sua operação, vale conversar com um especialista da CWS Platform para colocar licença, versão e sustentação na mesma planilha antes de escolher. A página Quando Vender Mais Não Significa Ganhar Mais trata da dor por trás deste cenário em profundidade, sem falar de fornecedor nenhum.

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